O governador Tarcísio de Freitas vestiu o boné trumpista, mas ficou mal no relatório que o governo americano divulgou sobre a situação dos direitos humanos no Brasil.
Os assassinatos da sua polícia na Baixada Santista em 2023 ganharam o primeiro parágrafo do relatório do Departamento de Estado. Foi mencionada a execução de Fábio Oliveira Ferreira depois de rendido. Os PMs que atiraram nele foram absolvidos pela Justiça.
A ação policial na Baixada Santista durou 40 dias e resultou na morte de 28 “suspeitos”. Diante dos protestos, Tarcísio defendeu sua polícia:
“Sinceramente, nós temos muita tranquilidade com o que está sendo feito. E aí o pessoal pode ir na ONU, pode ir na Liga da Justiça, no raio que o parta, que eu não tô nem aí”.
Meses depois arrependeu-se do arroubo.
O que ninguém seria capaz de prever é que o assassinato de Fábio viesse a ilustrar um relatório do Departamento de Estado de Donald Trump.
Sobrou também para a polícia do governador de Roraima, Antônio Denarium, outro aliado do bolsonarismo. Sua polícia é mencionada por associar-se a milicianos na proteção de garimpos ilegais.
Colunas e Blogs
Receba no seu email uma seleção de colunas e blogs da Folha
Empresários, auditores & propinas
A boa notícia é que, se o auditor Artur Gomes da Silva Neto, chefe da diretoria de fiscalização da Fazenda de São Paulo, contar o que sabe, poderá expor uma das maiores redes de propinas envolvendo empresários e fiscais da Viúva.
O doutor teria amealhado em nome da mãe um ervanário de R$ 2 bilhões.
A má notícia é que ele foi preso na terça-feira e no dia seguinte apareceu a informação de que estaria propenso a fechar um acordo de colaboração com o Ministério Público.
Divulgar a possibilidade da delação antes de ela ter começado serve apenas para ajudar quem joga com as pretas, e são muitos os que estão desse lado do tabuleiro.
LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Fonte: Folha de São Paulo