Os trabalhos da CPMI do INSS começam nesta terça-feira (26), depois de a instalação ser marcada por uma derrota do governo e dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Em uma reviravolta articulada em 24 horas, bolsonaristas garantiram o comando dos trabalhos do colegiado.
O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou à Folha que o objetivo será impedir um novo escândalo de descontos irregulares em aposentadorias e pensões. Ele disse que não permitirá que o colegiado se torne “palco eleitoral”.
O governo Lula teme que a CPMI seja usada pela oposição para tirar o foco do tarifaço de Donald Trump e do julgamento de Jair Bolsonaro (PL). A ministra Gleisi Hoffmann (Rel. Institucionais) disse que o Planalto corrigirá erros, para garantir que a CPMI “não seja instrumentalizada”.
As investigações apontam que sindicatos e associações cadastravam indevidamente aposentados e pensionistas e aplicavam descontos em benefícios sem autorização. Entre 2019, ainda na gestão Bolsonaro, e 2024 teriam sido descontados R$ 6,3 bilhões.
O Café da Manhã desta terça-feira (26) fala das expectativas para a CPMI do INSS e discute como as fraudes sobreviveram e avançaram em diferentes governos. O podcast entrevista o repórter da revista Piauí Breno Pires.
O programa de áudio é publicado no Spotify, serviço de streaming parceiro da Folha na iniciativa e que é especializado em música, podcast e vídeo. É possível ouvir o episódio clicando acima. Para acessar no aplicativo, basta se cadastrar gratuitamente.
O Café da Manhã é publicado de segunda a sexta-feira, sempre no começo do dia. O episódio é apresentado pelos jornalistas Gabriela Mayer e Gustavo Simon, com produção de Gustavo Luiz e Laura Lewer. A edição de som é de Thomé Granemann.
Fonte: Folha de São Paulo