Um grupo de 20 parlamentares da Assembleia Legislativa de Minas Gerais divulgou neste sábado (16) uma carta na qual critica a “pseudocandidatura” do governador do estado, Romeu Zema (Novo), à Presidência, no mesmo dia em que ele decidiu lançar oficialmente seu nome ao cargo, em evento em São Paulo.
A carta é de autoria do chamado Bloco Democracia e Luta, que qualifica o governo do mineiro de “desastre camuflado por ‘lacrações’, às custas de uma pomposa e turbinada verba publicitária de R$ 147 milhões.”
O documento critica a atuação de Zema na segurança pública, citando como exemplo a decisão do governador de cortar combustível para as viaturas policiais.
“Enquanto pensadores e educadores se debruçam sobre políticas públicas para construir uma educação de qualidade, Zema tenta privatizar as escolas estaduais e, quando não consegue, ‘esquece’ nossos alunos, que estudam com mobiliários quebrados, prédios depredados e até, eventualmente, sem água nas torneiras.”
Também acusa o governador de negligenciar a rede de saúde mineira e de barrar a destinação de $ 1 bilhão do combate à miséria em Minas.
“Forjado por altos investimentos em publicidade e vídeos lacradores de redes sociais, construiu-se um personagem aparentemente eficiente, mas que é só um político cujo governo desonera empresários bilionários e condena o povo pobre a sofrer com políticas ineficazes”, critica o grupo.
O documento também lembra que o governador chegou a defender o americano Donald Trump no tarifaço e de atacar o Brics, “que compra 42% das exportações mineiras, enquanto pede empréstimo de mais de R$ 1 bilhão ao banco do bloco.”
Os parlamentares também ressaltam a falta de diálogo com a Assembleia mineira e a falta de transparência sobre as renúncias fiscais concedidas pelo governo estadual. “O que não é bom para Minas, nunca será bom para o País”, conclui o texto.
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Fonte: Folha de São Paulo