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‘Equipe Pix’ defende em carta PEC da autonomia do BC – 17/08/2025 – Painel


Um grupo de 30 servidores que atuam na Gerência de Gestão e Operação do Pix enviou uma carta aberta ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e a diretores da autoridade monetária defendendo a PEC (proposta de emenda à Constituição) que amplia a autonomia do BC.

O próprio Galípolo já defendeu publicamente a PEC. No documento, os servidores afirmam que a proposta é uma “medida urgente e essencial” para assegurar que o Banco Central “tenha plenas condições de prover de forma sustentável o Pix”.

“Atualmente, dadas as severas limitações e escassez de recursos, humanos e financeiros, nos vemos diante de riscos operacionais crescentes e sem as condições necessárias para mitigá-los com a agilidade necessária”, indica a carta. “Tal cenário ameaça diretamente a credibilidade e imagem não apenas do Pix, mas do próprio BCB, e expõe seus usuários a riscos de incidentes com dados pessoais e tentativas de fraude.”

Segundo o grupo, a PEC permitiria “dotar a Gepix de estrutura compatível com a relevância estratégica do Pix, garantindo recursos humanos e tecnológicos à altura da missão de manter e evoluir essa infraestrutura que revolucionou o sistema de pagamentos brasileiro.”

A carta argumenta ainda que as restrições impostas pelo regime jurídico atual, próprio do serviço público federal, “impedem a recomposição do quadro funcional e a adoção de regimes de trabalho compatíveis com a natureza ininterrupta do Pix”.

“Como consequência, o sistema fica mais vulnerável fora do horário comercial, em um ambiente no qual as transações ocorrem 24 horas por dia, todos os dias da semana.”

Mayara Yano, diretora da ANBCB (Associação Nacional dos Auditores do Banco Central do Brasil), sai em defesa da PEC. “Sem essa autonomia, o Banco Central está cada vez mais precarizado. Hoje a gente tem uma equipe de 33 pessoas para cuidar de toda a operação e agenda evolutiva do PIX”, diz.

“Tem medidas para aperfeiçoar os mecanismos de segurança que a gente já discutiu desde 2022. Por essa limitação de recursos, a gente só vai conseguir implementar em 2026 porque a gente não tem braço suficiente para fazer tudo o que a gente quer de forma simultânea.”


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Fonte: Folha de São Paulo

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