O ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore afirmou nesta terça-feira (12) que as relações entre Brasil e EUA não devem ser vistas “pelas lentes de Donald Trump ou Jair Bolsonaro, seus filhos ou qualquer um de seus apoiadores”, em seminário no qual também pediu desculpas pelo comportamento do republicano.
Gore participou de evento na sede do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), no Rio de Janeiro, sobre clima, sustentabilidade e democracia.
No seminário, Gore afirmou que EUA e Brasil “têm uma relação muito longa e maravilhosa, mutuamente benéfica, que continuará, aconteça o que acontecer.”
“Temos mais três anos e cinco meses, quatro meses e meio, se estou contando corretamente, e não quero minimizar os riscos de todos os tipos desse período”, disse o ex-vice.
“E eu sinto, você sabe, é tradição no meu país que um cidadão não critique seu próprio presidente quando está em um país estrangeiro. Suponho que também seja impróprio da minha parte pedir desculpas. Peço desculpas por ele, mas peço desculpas porque estes são tempos perigosos, não apenas nos Estados Unidos.”
“Vemos uma onda de neoautoritarismo em muitas partes do mundo”, complementou, defendendo que “a melhor resposta é avançar na agenda positiva”.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, argumentou que o Brasil tem buscado esforços diplomáticos para reverter o tarifaço de 50% imposto pelo governo Donald Trump a produtos brasileiros.
Ele também defendeu o Pix. “É uma inovação tecnológica e isso não pode ser questionado. Os países têm que aprimorar e melhorar seus métodos de trabalho, suas formas de construção”, disse.
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Fonte: Folha de São Paulo