Criticada por parlamentares governistas após levar a filha de quatro meses ao motim bolsonarista na Câmara dos Deputados na semana passada, a deputada Júlia Zanatta (PL-SC) avalia que saiu da crise maior do que entrou e sinaliza que vai priorizar a reeleição em 2026, em vez de disputar Senado.
Zanatta está entre os parlamentares que foram alvo de pedido de suspensão de seis meses por partidos governistas. A deputada também foi denunciada no Conselho Tutelar pelo deputado federal Reimont (PT-RJ).
Apesar disso, a parlamentar afirma ter recebido muito apoio em suas redes sociais e avalia que a crise foi mais positiva do que negativa para o seu mandato. Ela cita ofício enviado pelo líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e do Novo, Marcel van Hattem (RS), ao corregedor Diego Coronel (PSD-BA) no qual pedem a suspensão do mandato de Reimont por abuso de autoridade, denunciação caluniosa e violência política contra a mulher.
A exposição não deve alterar os planos de Zanatta para 2026. A deputada já foi apontada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como um nome que apoiaria para uma das vagas de Santa Catarina ao Senado em 2026, antes de ele começar a sinalizar apoio a seu filho Carlos, vereador pelo Rio de Janeiro.
Para a outra vaga no campo da direita, o governador Jorginho Mello (PL) sinaliza que pode apoiar a reeleição do senador Esperidião Amin (PP). Sem espaço, Zanatta indica a aliados que não vai brigar para ficar com a vaga bolsonarista no estado e que deve manter o foco na Câmara dos Deputados.
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Fonte: Folha de São Paulo