Criticada por governistas por levar a filha de quatro meses ao motim bolsonarista na Mesa Diretora da Câmara, a deputada Júlia Zanatta (PL-SC) afirma que carregou a bebê para amamentá-la e porque ela depende de seus cuidados. Diz ainda que estava no trabalho, sentada em local seguro e longe de confusões.
Zanatta está entre os parlamentares que foram alvo de pedido de suspensão de seis meses por partidos governistas. A deputada também foi denunciada no Conselho Tutelar pelo deputado federal Reimont (PT-RJ).
“É um absurdo o que estão tentando fazer: suspender meu mandato só porque eu estava com minha filha Olívia, de 4 meses, no plenário”, diz. “Ela depende de mim para amamentação e cuidados, e eu estava no meu trabalho, sentada em local seguro, longe de aglomerações e de confusões.”
A deputada fala ainda em tentativa de incriminá-la e em ataque da esquerda à sua liberdade parlamentar. “Mas, agora, foram mais longe: querem me impedir de ser mãe. Como destacou a primeira-dama Michelle Bolsonaro, presidente do PL Mulher, estamos em pleno Agosto Dourado, mês dedicado à conscientização sobre a importância da amamentação”, continua. “Ela lembrou que parlamentares mães têm o direito de levar seus filhos ao plenário, como já fizeram diversas colegas, inclusive na pandemia.”
“Não vou aceitar que me ataquem por estar com minha filha. Não vou aceitar que tentem me separar dela. Não vou aceitar que a política use esse tipo de estratégia para nos deslegitimar”, diz.
LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Fonte: Folha de São Paulo